Volta e meia o assunto retorna às listas de discussão, fóruns, Orkut e outros espaços de interação, a (des)regulamentação da profissão.
Não sei se os amigos têm idéia, mas formados em cursos superiores na área não têm uma profissão regulamentada, ao contrário dos médicos, advogados, psicólogos, arquivistas, atletas de futebol, corretores de imóveis, músicos, radialistas, sociólogos e outras. A exceção fica por conta dos Engenheiros de Computação, pois eles são engenheiros antes de qualquer coisa.
Não acredito que continue sendo saudável um formado em qualquer curso superior da área simplesmente não poder dizer que tem uma profissão, mas ao mesmo tempo não sou favorável a uma reserva de mercado para formados em cursos superiores, até porque muitos profissionais competentes não têm uma graduação no currículo. Deve haver uma forma de incluir esses profissionais na tal profissão.
Há um projeto de lei no Senado propondo a regulamentação da profissão de Analista de Sistemas. Acessem o site do Senado e procurem pelo PL 607/2007 de autoria do Senador Expedito Junior.
Existem vários argumentos favoráveis e contrários à regulamentação. Não vou expô-los aqui e prefiro que cada um faça suas pesquisas e chegue às suas conclusões. Só quero acrescentar alguns pontos a essa discussão.
Cursar a graduação é importante? Não tenho dúvidas de que sim e seria um contrasenso eu ser contrário aos cursos superiores, mas tenho conhecimento de causa suficiente para dizer que ter curso superior não implica em ser um profissional capacitado a enfrentar os desafios da nossa área, trazendo benefícios às organizações que os contratem.
Eu mesmo já atuava na área há dez anos quando fui fazer faculdade e só a fiz por pressão da empresa onde trabalhava. Tudo bem, se eu não tivesse feito a graduação não teria tido uma série de oportunidades que tive, poderia não ter aprendido várias teorias que acabaram fazendo diferença em determinados momentos, não iria para a pós-graduação etc etc etc.
Mas faz tempo que vários cursos superiores deixaram realmente de serem superiores, especialmente depois que a Educação passou a ser tratada como mercadoria e os alunos passaram a ser clientes. Vejo colegas e mais colegas reclamando do nível intelectual de seus alunos (não estou nem comentando aspectos técnicos) e a cada ano que passa hordas de formados recebem seus diplomas que compraram em "suaves prestações", mas se fizerem uma "peneira" sobra meia dúzia, se sobrar.
Se for para comprovar competências, sou mais favorável às certificações vendor-neutral (e aí creio que seria um caminho) e se as certificações estrangeiras não forem suficientes, as associações de profissionais de TI (quais mesmo, no Brasil?) poderiam elaborar as suas com base naquilo que o mercado necessita para que os profissionais interessados pudessem exibir suas credenciais emitidas por entidades reconhecidas.
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008
SBC promove evento sobre Educação Tecnológica em Informática
Nos dias 27 e 28/11/2008 será realizado em São Paulo o EETI 2008 - Encontro de Educação Tecnológica em Informática, um evento promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e organizado pelo Programa de Pós-Graduação do Centro Paula Souza (CEETEPS).
O evento destina-se a todos os envolvidos com o tema e tem como objetivo principal permitir que a comunidade envolvida na educação tecnológica em informática discutir questões pertinentes à sua dinâmica buscando a melhoria na qualidade de ensino também nesta modalidade de curso.
Maiores informações podem ser obtidas no site do evento.
O evento destina-se a todos os envolvidos com o tema e tem como objetivo principal permitir que a comunidade envolvida na educação tecnológica em informática discutir questões pertinentes à sua dinâmica buscando a melhoria na qualidade de ensino também nesta modalidade de curso.
Maiores informações podem ser obtidas no site do evento.
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Segunda-feira, 28 de Julho de 2008
Uma resposta ao artigo "A Faculdade do Paredão"
Sou professor da FATEC São Caetano do Sul e participo da comunidade que os alunos criaram no Orkut, assim como sempre participei das comunidades nas outras instituições onde já trabalhei.
Li um tópico criado por um aluno que leu um artigo entitulado "A Faculdade do Paredão", no qual diversas críticas são feitas a um curso que vem sendo oferecido em algumas das FATECs do estado de São Paulo: o curso de Análise de Sistemas e Tecnologia da Informação, conhecido também como ASTI.
Como sou professor em uma das FATECs onde esse curso é oferecido, a de São Caetano do Sul, e por ter experiência suficiente como professor e coordenador de cursos, já tendo criado projetos pedagógicos para cursos de graduação e pós-graduação, acredito ter conhecimento de causa suficiente para comentar a respeito.
O artigo é tendencioso. Acredito que todos os alunos deveriam conhecer o projeto pedagógico do curso de forma a poder esclarecer dúvidas como essa e muitas dessas informações estão no site da nossa FATEC.
O projeto do curso foi definido de maneira que todos os alunos que ingressam no ASTI cursam um primeiro módulo (no primeiro ano) com as mesmas disciplinas. Ao final desse primeiro módulo o aluno, dependendo de seu aproveitamento, obtém a certificação parcial em Suporte Técnico em Tecnologia da Informação, referente às habilidades e competências que desenvolveu ao longo desse módulo.
Certificações são importantes para o mercado pois mostram que aquele profissional submeteu-se a uma série de avaliações que atestam o desenvolvimento de habilidades e competências relacionadas a uma determinada ocupação profissional.
Da mesma forma que existem certificações desenvolvidas por fabricantes de hardware ou software (quem questiona as certificações da Microsoft, da Oracle, da Cisco, da IBM, da Módulo, e de outras empresas da área de TI, sem contar com uma certificação neutral vendor como a CISSP, está fora da realidade), as instituições de ensino podem desenvolver as suas. Isso está na legislação educacional brasileira. É algo positivo e deveria ser valorizado por todos.
Ainda ao final do primeiro ano é calculada a classificação do aluno no que se chama de "ranking": um sistema de pontuação que leva em conta suas notas, cargas horárias das disciplinas, resultado da prova de proficiência em Inglês e resultado do Projeto Integrador do 1º módulo.
Com essa classificação o aluno terá condições de escolher para qual das quatro opções deseja ir a partir do segundo ano (Bacharelado, Licenciatura, Tecnologia em Jogos ou Tecnologia em Segurança) caso não tenha reprovações ao longo do primeiro ano. Ele precisa ter concluído o primeiro módulo para ingressar no segundo e isso não é exclusividade da FATEC São Caetano do Sul. Outras faculdades retém o aluno em caso de DPs.
A escolha é feita na ordem de classificação, ou seja, o primeiro classificado tem mais opções de escolha do que o segundo e assim por diante.
No segundo ano o curso continua sendo modular e dando direito a mais certificados parciais, dependendo da opção escolhida pelo aluno. Vou dar um exemplo a partir do Tecnólogo em Segurança.
Ao final do segundo ano o aluno poderá receber uma nova certificação parcial, a de Redes de Computadores, por ter desenvolvido uma nova série de habilidades e competências. E ao final do terceiro ano, caso tenha aprovação em todas as disciplinas, fará jus ao diploma de Tecnólogo em Segurança da Informação.
Da mesma forma se dá com os outros cursos, que possuem módulos relativos às habilidades e competências que vão sendo desenvolvidas pelo aluno ao longo do curso:
- O Bacharelado tem mais um módulo ao longo do segundo ano, que é o de Programação de Computadores.
- A Licenciatura tem mais um módulo que se estende pelo segundo ano, que é o de Instrutor de TI.
- O Tecnólogo em Jogos tem o módulo de Programação de Computadores, da mesma forma que o Bacharelado.
Repare que o autor do artigo está reclamando que a FATEC está oferecendo aos seus alunos, além do diploma, certificados de qualificação profissional ao longo do curso. Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, mas quantas outras faculdades/universidades fazem isso? Quantas me permitem mostrar ao mercado que eu, enquanto aluno de um curso superior, estou desenvolvendo determinadas habilidades e competências que o mercado necessita e que posso provar isso, pois a instituição onde estudo emitiu um documento atestando tal capacidade? E é uma FATEC, não uma faculdade dessas onde dizem que a pessoa é matriculada quando o RG cai na porta.
Quem escreveu o artigo reclama que "o aluno não poderá ter reprovação por falta e nem menos de 60% de aproveitamento" para obter aprovação. E em qual instituição de ensino séria o aluno pode ser aprovado tendo mais faltas do que o limite (definido por lei, diga-se de passagem) e com notas baixas?
Sobre "haver menos vagas no meio do caminho", não pode haver dúvida que todos os alunos que ao final do primeiro ano tiverem condições de passar para o segundo módulo passarão e assim sucessivamente. O projeto do curso prevê isso e aqueles alunos que têm dúvida a respeito poderiam escrever para a Coordenação ou para a Diretoria perguntando a respeito.
O artigo ainda comenta sobre o estímulo à "falta de cooperação entre os alunos". Discordo, já que ao longo do curso os alunos desenvolvem atividades em grupo, como o próprio Projeto Integrador ao final de cada módulo, isso sem contar as atividades que são passadas pelos professores em suas disciplinas. A competição existe (assim como é no mundo real), mas a cooperação também.
O que não se pode esperar de uma faculdade séria é que esta pinte um mundo cor-de-rosa durante o curso, onde todos são "amiguinhos" entre si e depois solte os alunos formados num mercado em que haverá competição até muito mais dura do que houve na graduação. Aí sim vão reclamar que a faculdade não os preparou para o mercado de trabalho. E o autor do artigo está reclamando que estamos preparando o aluno para a realidade do mercado?
Além disso, o autor do artigo "equivoca-se" ao escrever que "a FATEC também será um curso técnico" por causa das certificações parciais. Os cursos da FATEC continuam sendo de nível superior e agora oferecem ao aluno, além do diploma a que fará jus ao final de seu curso as certificações intermediárias que agregam valor perante ao mercado de trabalho. E o autor do artigo está reclamando disso?
E no final de seu artigo, o autor escreve que "não precisamos especular qual será o resultado disso", mas especula em relação a uma diminuição no número de inscritos no vestibular da FATEC Ourinhos (caiu de 583 para 563), dizendo que "esses dados mostram que a Fatec decaiu a um nível tão baixo que, nem de graça, as pessoas estão querendo estudar nela".
Só que o autor "se esqueceu" de que outras variáveis definem o comportamento do mercado de ensino superior no Brasil, como o número de concluintes do Ensino Médio, a quantidade de faculdades/universidades, a quantidade de pessoas que não desejam fazer um curso superior, pessoas que se mudaram para locais distantes e outras que me fogem à memória no momento.
O autor do artigo reclama da falta de iniciativas de pesquisa e extensão nas FATECs. Por que ele não começa fazendo sua lição de casa e conduzindo uma pesquisa científica decente que lhe permita deixar de especular sobre a razão dessa tal diminuição da procura pela FATEC Ourinhos?
De qualquer forma, o mundo é livre para que cada um chegue às suas próprias conclusões. A minha é a de que esse é um projeto ousado, inovador e que até por isso seja alvo de críticas num primeiro momento, mas que com o tempo colherá seus frutos e que com isso só terão a ganhar a própria FATEC, seus alunos e professores e o mercado de trabalho, para quem as FATECs vêm preparando profissionais de qualidade desde suas primeiras turmas.
Li um tópico criado por um aluno que leu um artigo entitulado "A Faculdade do Paredão", no qual diversas críticas são feitas a um curso que vem sendo oferecido em algumas das FATECs do estado de São Paulo: o curso de Análise de Sistemas e Tecnologia da Informação, conhecido também como ASTI.
Como sou professor em uma das FATECs onde esse curso é oferecido, a de São Caetano do Sul, e por ter experiência suficiente como professor e coordenador de cursos, já tendo criado projetos pedagógicos para cursos de graduação e pós-graduação, acredito ter conhecimento de causa suficiente para comentar a respeito.
O artigo é tendencioso. Acredito que todos os alunos deveriam conhecer o projeto pedagógico do curso de forma a poder esclarecer dúvidas como essa e muitas dessas informações estão no site da nossa FATEC.
O projeto do curso foi definido de maneira que todos os alunos que ingressam no ASTI cursam um primeiro módulo (no primeiro ano) com as mesmas disciplinas. Ao final desse primeiro módulo o aluno, dependendo de seu aproveitamento, obtém a certificação parcial em Suporte Técnico em Tecnologia da Informação, referente às habilidades e competências que desenvolveu ao longo desse módulo.
Certificações são importantes para o mercado pois mostram que aquele profissional submeteu-se a uma série de avaliações que atestam o desenvolvimento de habilidades e competências relacionadas a uma determinada ocupação profissional.
Da mesma forma que existem certificações desenvolvidas por fabricantes de hardware ou software (quem questiona as certificações da Microsoft, da Oracle, da Cisco, da IBM, da Módulo, e de outras empresas da área de TI, sem contar com uma certificação neutral vendor como a CISSP, está fora da realidade), as instituições de ensino podem desenvolver as suas. Isso está na legislação educacional brasileira. É algo positivo e deveria ser valorizado por todos.
Ainda ao final do primeiro ano é calculada a classificação do aluno no que se chama de "ranking": um sistema de pontuação que leva em conta suas notas, cargas horárias das disciplinas, resultado da prova de proficiência em Inglês e resultado do Projeto Integrador do 1º módulo.
Com essa classificação o aluno terá condições de escolher para qual das quatro opções deseja ir a partir do segundo ano (Bacharelado, Licenciatura, Tecnologia em Jogos ou Tecnologia em Segurança) caso não tenha reprovações ao longo do primeiro ano. Ele precisa ter concluído o primeiro módulo para ingressar no segundo e isso não é exclusividade da FATEC São Caetano do Sul. Outras faculdades retém o aluno em caso de DPs.
A escolha é feita na ordem de classificação, ou seja, o primeiro classificado tem mais opções de escolha do que o segundo e assim por diante.
No segundo ano o curso continua sendo modular e dando direito a mais certificados parciais, dependendo da opção escolhida pelo aluno. Vou dar um exemplo a partir do Tecnólogo em Segurança.
Ao final do segundo ano o aluno poderá receber uma nova certificação parcial, a de Redes de Computadores, por ter desenvolvido uma nova série de habilidades e competências. E ao final do terceiro ano, caso tenha aprovação em todas as disciplinas, fará jus ao diploma de Tecnólogo em Segurança da Informação.
Da mesma forma se dá com os outros cursos, que possuem módulos relativos às habilidades e competências que vão sendo desenvolvidas pelo aluno ao longo do curso:
- O Bacharelado tem mais um módulo ao longo do segundo ano, que é o de Programação de Computadores.
- A Licenciatura tem mais um módulo que se estende pelo segundo ano, que é o de Instrutor de TI.
- O Tecnólogo em Jogos tem o módulo de Programação de Computadores, da mesma forma que o Bacharelado.
Repare que o autor do artigo está reclamando que a FATEC está oferecendo aos seus alunos, além do diploma, certificados de qualificação profissional ao longo do curso. Não sou a pessoa mais inteligente do mundo, mas quantas outras faculdades/universidades fazem isso? Quantas me permitem mostrar ao mercado que eu, enquanto aluno de um curso superior, estou desenvolvendo determinadas habilidades e competências que o mercado necessita e que posso provar isso, pois a instituição onde estudo emitiu um documento atestando tal capacidade? E é uma FATEC, não uma faculdade dessas onde dizem que a pessoa é matriculada quando o RG cai na porta.
Quem escreveu o artigo reclama que "o aluno não poderá ter reprovação por falta e nem menos de 60% de aproveitamento" para obter aprovação. E em qual instituição de ensino séria o aluno pode ser aprovado tendo mais faltas do que o limite (definido por lei, diga-se de passagem) e com notas baixas?
Sobre "haver menos vagas no meio do caminho", não pode haver dúvida que todos os alunos que ao final do primeiro ano tiverem condições de passar para o segundo módulo passarão e assim sucessivamente. O projeto do curso prevê isso e aqueles alunos que têm dúvida a respeito poderiam escrever para a Coordenação ou para a Diretoria perguntando a respeito.
O artigo ainda comenta sobre o estímulo à "falta de cooperação entre os alunos". Discordo, já que ao longo do curso os alunos desenvolvem atividades em grupo, como o próprio Projeto Integrador ao final de cada módulo, isso sem contar as atividades que são passadas pelos professores em suas disciplinas. A competição existe (assim como é no mundo real), mas a cooperação também.
O que não se pode esperar de uma faculdade séria é que esta pinte um mundo cor-de-rosa durante o curso, onde todos são "amiguinhos" entre si e depois solte os alunos formados num mercado em que haverá competição até muito mais dura do que houve na graduação. Aí sim vão reclamar que a faculdade não os preparou para o mercado de trabalho. E o autor do artigo está reclamando que estamos preparando o aluno para a realidade do mercado?
Além disso, o autor do artigo "equivoca-se" ao escrever que "a FATEC também será um curso técnico" por causa das certificações parciais. Os cursos da FATEC continuam sendo de nível superior e agora oferecem ao aluno, além do diploma a que fará jus ao final de seu curso as certificações intermediárias que agregam valor perante ao mercado de trabalho. E o autor do artigo está reclamando disso?
E no final de seu artigo, o autor escreve que "não precisamos especular qual será o resultado disso", mas especula em relação a uma diminuição no número de inscritos no vestibular da FATEC Ourinhos (caiu de 583 para 563), dizendo que "esses dados mostram que a Fatec decaiu a um nível tão baixo que, nem de graça, as pessoas estão querendo estudar nela".
Só que o autor "se esqueceu" de que outras variáveis definem o comportamento do mercado de ensino superior no Brasil, como o número de concluintes do Ensino Médio, a quantidade de faculdades/universidades, a quantidade de pessoas que não desejam fazer um curso superior, pessoas que se mudaram para locais distantes e outras que me fogem à memória no momento.
O autor do artigo reclama da falta de iniciativas de pesquisa e extensão nas FATECs. Por que ele não começa fazendo sua lição de casa e conduzindo uma pesquisa científica decente que lhe permita deixar de especular sobre a razão dessa tal diminuição da procura pela FATEC Ourinhos?
De qualquer forma, o mundo é livre para que cada um chegue às suas próprias conclusões. A minha é a de que esse é um projeto ousado, inovador e que até por isso seja alvo de críticas num primeiro momento, mas que com o tempo colherá seus frutos e que com isso só terão a ganhar a própria FATEC, seus alunos e professores e o mercado de trabalho, para quem as FATECs vêm preparando profissionais de qualidade desde suas primeiras turmas.
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
Processo de certificação para professores?
Estou participando de uma discussão que se mostrou até agora interessante em uma comunidade do Orkut sobre o processo de formação de professores. Um colega colocou o seguinte questionamento:
Deveria, na opinião da categoria, haver uma prova que desse o título de docente ao formado em licenciatura? E que essa prova fosse condição legal para o exercício da docência?
É uma questão que pode gerar posições polêmicas. Minha opinião é que, se o Brasil fosse um país sério, eu seria favorável a que houvesse um processo de certificação baseado em alguns requisitos:
1 - Ter a habilitação requerida para lecionar, o que poderia ser a licenciatura ou a pós-graduação, dependendo do caso.
2 - Prestar um exame inicial (a exemplo da OAB) e periódicos (a cada três ou cinco anos, talvez) sobre temas pedagógicos. Os professores precisam continuar atualizando-se em relação às práticas pedagógicas.
3 - Comprovar determinado número de horas em cursos de atualização na área (pedagógica e específica) a cada três ou cinco anos - o mesmo período do exame. A "educação para toda a vida" não se aplica somente aos alunos.
4 - Um processo de avaliação constante do qual participariam o próprio professor, seus alunos, os outros professores da escola, coordenação, direção e a comunidade. A avaliação é um instrumento fundamental para a melhoria contínua, desde que bem formulada e conduzida.
E que esse processo de certificação permitisse ao professor progredir na carreira docente. É claro que teria de haver uma carreira.
Mas, dado o nível de formação oferecido aos professores, as poucas ou nulas possibilidades de aperfeiçoamento, as péssimas condições de trabalho e a sociedade em que vivemos, atualmente sou contrário.
Qual sua opinião a respeito?
Deveria, na opinião da categoria, haver uma prova que desse o título de docente ao formado em licenciatura? E que essa prova fosse condição legal para o exercício da docência?
É uma questão que pode gerar posições polêmicas. Minha opinião é que, se o Brasil fosse um país sério, eu seria favorável a que houvesse um processo de certificação baseado em alguns requisitos:
1 - Ter a habilitação requerida para lecionar, o que poderia ser a licenciatura ou a pós-graduação, dependendo do caso.
2 - Prestar um exame inicial (a exemplo da OAB) e periódicos (a cada três ou cinco anos, talvez) sobre temas pedagógicos. Os professores precisam continuar atualizando-se em relação às práticas pedagógicas.
3 - Comprovar determinado número de horas em cursos de atualização na área (pedagógica e específica) a cada três ou cinco anos - o mesmo período do exame. A "educação para toda a vida" não se aplica somente aos alunos.
4 - Um processo de avaliação constante do qual participariam o próprio professor, seus alunos, os outros professores da escola, coordenação, direção e a comunidade. A avaliação é um instrumento fundamental para a melhoria contínua, desde que bem formulada e conduzida.
E que esse processo de certificação permitisse ao professor progredir na carreira docente. É claro que teria de haver uma carreira.
Mas, dado o nível de formação oferecido aos professores, as poucas ou nulas possibilidades de aperfeiçoamento, as péssimas condições de trabalho e a sociedade em que vivemos, atualmente sou contrário.
Qual sua opinião a respeito?
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Minha idéia de universidade
Estou participando de uma discussão bem interessante em uma lista sobre a questão do baixo nível das "faculdades de TI". Na esteira dessa discussão, gostaria de dar uma idéia para vocês sobre como deveria ser estudar em uma faculdade/universidade. Claro que essa proposta não é viável no Brasil, como será facilmente constatado.
Entrou no curso XYZ da faculdade XPTO? Ótimo. Não se preocupe com notas e provas. A freqüência não será obrigatória. Os trabalhos poderão ou não ser feitos. Vai quem quer. Estuda quem quer. Quem não está a fim não precisa nem aparecer. É só ir pagando (no caso das privadas).
E isso rola durante todo o período de duração do curso. Acabou? Quer seu diploma? Agora o sr. (ou a sra.) deve dirigir-se ao MEC e marcar sua prova de certificação, que cobrirá todo o programa do curso.
Passou? O MEC emite seu diploma, não a faculdade onde você estudou. Não passou? Vai tentando fazer a prova até conseguir ou até desistir.
Garanto que seria mais saudável para alunos e professores.
Entrou no curso XYZ da faculdade XPTO? Ótimo. Não se preocupe com notas e provas. A freqüência não será obrigatória. Os trabalhos poderão ou não ser feitos. Vai quem quer. Estuda quem quer. Quem não está a fim não precisa nem aparecer. É só ir pagando (no caso das privadas).
E isso rola durante todo o período de duração do curso. Acabou? Quer seu diploma? Agora o sr. (ou a sra.) deve dirigir-se ao MEC e marcar sua prova de certificação, que cobrirá todo o programa do curso.
Passou? O MEC emite seu diploma, não a faculdade onde você estudou. Não passou? Vai tentando fazer a prova até conseguir ou até desistir.
Garanto que seria mais saudável para alunos e professores.
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Faculdades de TI diminuem dificuldade com medo de perder alunos
Li uma matéria no ComputerWorld sobre a diminuição do nível de exigência das faculdades de TI como tentativa de evitar a evasão. Como o espaço lá é pequeno, resolvi escrever minha opinião aqui e espero estar contribuindo para a discussão.
Sou professor universitário há sete anos e atuo em TI desde 1985. Na minha opinião há vários aspectos envolvidos e trata-se de uma questão complexa.
Os alunos chegam cada vez mais mal preparados para o que deveriam ser as exigências do ensino superior. A formação básica deteriora-se e isso é facilmente percebido pelos professores universitários de forma geral. Isso sem contar a falta de raciocínio lógico, baixo nível cultural e falta de respeito que aparecem a cada novo semestre. Pergunte a qualquer professor e ele terá "ótimas" histórias para contar.
Muitos alunos não têm noção do que é um curso superior e perdem pelo menos um semestre ou um ano de seus cursos achando que estão no "4º colegial". Quando a ficha cai, se é que cai, precisam correr atrás do prejuízo que terão por não terem se aplicado o suficiente nas disciplinas básicas.
É hipocrisia deixar de notar que existe uma diferença abissal entre a teoria e a prática no que se refere ao real interesse de determinadas instituições (em quem a carapuça servir que a coloque) em manter um alto nível acadêmico. Na teoria, o professor é instruído a exigir comprometimento de seus alunos. Na prática, quando vários desses alunos não correspondem às expectativas e demonstram não ter a menor condição de obter aprovação em uma disciplina, o professor é convidado a usar de "bom senso" (acho essa expressão o fim da picada) para não ter altos índices de reprovação, o que impactará na rematrícula para o período seguinte. E ai daqueles que insistirem dois semestres seguidos, pois não continuarão naquela instituição. Isso para não falar nas famosas "avaliações" feitas pelos alunos, que transformam o que deveria ser uma ferramenta para melhoria da qualidade do ensino em ferramenta de troca.
Conheço professores que costumam dizer que atualmente existem dois lados na educação superior em instituições privadas: um que deseja vender um diploma, outro que deseja comprar um diploma. E um chato no meio atrapalhando tudo. Advinhe quem é cada um nessa história.
Fora isso, na área de TI vejo que muitos alunos (não digo que seja a maioria, mas uma boa parte) ingressam nos cursos pensando que terão treinamento durante dois, três ou quatro anos. Universidade não é formação para certificação em produtos, embora até haja instituições que possam usar isso como argumento mercadológico. Isso atrapalha sobremaneira.
Existe também desconhecimento e confusão em relação ao perfil profissional de cada curso. Tem gente que acha que vai fazer Ciência da Computação para ser programador. Quando chega no primeiro semestre e tem Cálculo, Geometria Analítica e outras disciplinas básicas, acha que o curso não prepara para o mercado. O que cada interessado em cursar o nível superior precisa fazer é ir conhecer as várias opções de cursos antes de se inscrever na primeira faculdade que aparece. Há opções para todos os gostos hoje.
Assim como outros colegas escreveram lá no ComputerWorld, tive professores com conhecimento insuficiente na graduação. Felizmente eu já atuava na área e pude passar batido por eles, até conseguindo ajudar alguns colegas nos estudos das respectivas disciplinas. Mas tive ótimos professores e esses compensaram as deficiências dos outros. De qualquer forma, não tiro a razão de quem acredita que deva haver mais seriedade e cobrança nos processos para contratação de professores. Só que não é fácil contratar os caras bons do mercado pagando o que se paga em boa parte das instituições privadas.
Sou professor universitário há sete anos e atuo em TI desde 1985. Na minha opinião há vários aspectos envolvidos e trata-se de uma questão complexa.
Os alunos chegam cada vez mais mal preparados para o que deveriam ser as exigências do ensino superior. A formação básica deteriora-se e isso é facilmente percebido pelos professores universitários de forma geral. Isso sem contar a falta de raciocínio lógico, baixo nível cultural e falta de respeito que aparecem a cada novo semestre. Pergunte a qualquer professor e ele terá "ótimas" histórias para contar.
Muitos alunos não têm noção do que é um curso superior e perdem pelo menos um semestre ou um ano de seus cursos achando que estão no "4º colegial". Quando a ficha cai, se é que cai, precisam correr atrás do prejuízo que terão por não terem se aplicado o suficiente nas disciplinas básicas.
É hipocrisia deixar de notar que existe uma diferença abissal entre a teoria e a prática no que se refere ao real interesse de determinadas instituições (em quem a carapuça servir que a coloque) em manter um alto nível acadêmico. Na teoria, o professor é instruído a exigir comprometimento de seus alunos. Na prática, quando vários desses alunos não correspondem às expectativas e demonstram não ter a menor condição de obter aprovação em uma disciplina, o professor é convidado a usar de "bom senso" (acho essa expressão o fim da picada) para não ter altos índices de reprovação, o que impactará na rematrícula para o período seguinte. E ai daqueles que insistirem dois semestres seguidos, pois não continuarão naquela instituição. Isso para não falar nas famosas "avaliações" feitas pelos alunos, que transformam o que deveria ser uma ferramenta para melhoria da qualidade do ensino em ferramenta de troca.
Conheço professores que costumam dizer que atualmente existem dois lados na educação superior em instituições privadas: um que deseja vender um diploma, outro que deseja comprar um diploma. E um chato no meio atrapalhando tudo. Advinhe quem é cada um nessa história.
Fora isso, na área de TI vejo que muitos alunos (não digo que seja a maioria, mas uma boa parte) ingressam nos cursos pensando que terão treinamento durante dois, três ou quatro anos. Universidade não é formação para certificação em produtos, embora até haja instituições que possam usar isso como argumento mercadológico. Isso atrapalha sobremaneira.
Existe também desconhecimento e confusão em relação ao perfil profissional de cada curso. Tem gente que acha que vai fazer Ciência da Computação para ser programador. Quando chega no primeiro semestre e tem Cálculo, Geometria Analítica e outras disciplinas básicas, acha que o curso não prepara para o mercado. O que cada interessado em cursar o nível superior precisa fazer é ir conhecer as várias opções de cursos antes de se inscrever na primeira faculdade que aparece. Há opções para todos os gostos hoje.
Assim como outros colegas escreveram lá no ComputerWorld, tive professores com conhecimento insuficiente na graduação. Felizmente eu já atuava na área e pude passar batido por eles, até conseguindo ajudar alguns colegas nos estudos das respectivas disciplinas. Mas tive ótimos professores e esses compensaram as deficiências dos outros. De qualquer forma, não tiro a razão de quem acredita que deva haver mais seriedade e cobrança nos processos para contratação de professores. Só que não é fácil contratar os caras bons do mercado pagando o que se paga em boa parte das instituições privadas.
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Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
FASP fecha as portas
Diversos veículos noticiaram nesta quinta-feira (27/06) o fechamento da FASP, uma tradicional faculdade voltada a cursos na área de TI em São Paulo. O motivo dado pelo representante da mantenedora, Sr. Nivaldo Trama, foi a "concorrência predatória" que assola o mercado da educação superior no Brasil. E a imprensa engoliu a história direitinho.
Como atuei nessa instituição entre 2006 e 2008, posso relatar alguns fatos para melhor esclarecer a situação.
Na minha opinião, a "concorrência predatória" não pode ser culpada pela situação em que essa faculdade chegou, já que não se pode considerar a gestão como das mais profissionais. A FASP sempre foi reconhecida como uma instituição de qualidade na área de Tecnologia, mas infelizmente não soube se preparar, mantendo turmas minúsculas na graduação (havia turmas com cinco alunos e até menos) enquanto acumulava um passivo imenso com o aluguel de um prédio inteiro na Av. Paulista, sem contar a falta de agressividade mercadológica, diferente da demonstrada por seus concorrentes diretos que praticavam mensalidades compatíveis com as da FASP, mas com infra-estrutura superior.
Há que se acrescentar que existe um passivo trabalhista enorme, sendo que há mais de dois anos os salários vinham sendo pagos com atraso, o FGTS não depositado e tampouco as contribuições do INSS. Para que se tenha uma idéia, no início das aulas neste semestre, os professores ainda não haviam recebido o 13º de 2007, os salários de dezembro e janeiro.Entre o final de 2007 e o início das aulas em 2008 a faculdade tomou uma série de medidas (tardias e desastrosas, na minha opinião) para tentar sanear as finanças. Entre essas medidas, demitiu funcionários, professores e coordenadores, fechou turmas em andamento e chegou a desligar o ar condicionado das salas, causando desconforto entre alunos e professores. Ao início das aulas, várias disciplinas ainda não tinham professores e os alunos foram prejudicados. Isso iniciou um movimento contínuo de evasão de alunos, o que pode ter agravado a situação financeira da instituição.
Além disso, devido à inércia demonstrada pela mantenedora em pagar os salários atrasados dos professores, estes recorreram ao sindicato da categoria e entraram em greve como última forma de sensibilizar a mantenedora, o que não ocorreu. Inclusive os professores grevistas foram demitidos ilegalmente por justa causa durante o movimento, tendo de recorrer à Justiça para reaver os direitos que lhes foram usurpados. Embora tenha havido contratações após as demissões, nova debandada de alunos deve ter ocorrido em função da inoperância da faculdade em apresentar uma proposta razoável que permitisse aos professores retornarem às atividades.
Ficam como saldo dessa história toda:
- 420 alunos que investiram não apenas dinheiro e tempo (alguns inclusive estavam na fase final de seus cursos), mas seu sonho de ter uma formação superior de qualidade foram desrespeitados.
- Professores e ex-professores que investiram seu tempo e sua reputação em uma instituição que os traiu (obviamente haverá alguns que dirão não terem sido traídos, sabe-se lá por que) e que agora têm uma chance quase nula de receber seus direitos, assim como os funcionários e ex-funcionários.
- O Sr. Nivaldo Trama, principal representante da mantenedora, sobrevivendo à doença, possivelmente continuará com seus negócios na área de biocombustíveis (visitem o site da ABIOdiesel - Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel).
Seguem alguns links para quem quiser ler sobre o fechamento da instituição.
http://www.cmconsultoria.com.br/vercmnews.php?codigo=31734 (o texto original da notícia no site do Estadão)
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger196165,0.htm (texto editado depois que eu enviei alguns comentários para lá, que aliás não foram publicados até agora 27 Jun 2008 - 11h49)
http://blog.estadao.com.br/blog/renata?title=o_fechamento_da_fasp&more=1&c=1&tb=1&pb=1
http://computerworld.uol.com.br/carreira/2008/06/26/por-dificuldades-financeiras-fasp-suspende-cursos-de-graduacao/
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/06/26/ult105u6673.jhtm
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=780315&tit=Fasp-anuncia-encerramento-de-atividades
Como atuei nessa instituição entre 2006 e 2008, posso relatar alguns fatos para melhor esclarecer a situação.
Na minha opinião, a "concorrência predatória" não pode ser culpada pela situação em que essa faculdade chegou, já que não se pode considerar a gestão como das mais profissionais. A FASP sempre foi reconhecida como uma instituição de qualidade na área de Tecnologia, mas infelizmente não soube se preparar, mantendo turmas minúsculas na graduação (havia turmas com cinco alunos e até menos) enquanto acumulava um passivo imenso com o aluguel de um prédio inteiro na Av. Paulista, sem contar a falta de agressividade mercadológica, diferente da demonstrada por seus concorrentes diretos que praticavam mensalidades compatíveis com as da FASP, mas com infra-estrutura superior.
Há que se acrescentar que existe um passivo trabalhista enorme, sendo que há mais de dois anos os salários vinham sendo pagos com atraso, o FGTS não depositado e tampouco as contribuições do INSS. Para que se tenha uma idéia, no início das aulas neste semestre, os professores ainda não haviam recebido o 13º de 2007, os salários de dezembro e janeiro.Entre o final de 2007 e o início das aulas em 2008 a faculdade tomou uma série de medidas (tardias e desastrosas, na minha opinião) para tentar sanear as finanças. Entre essas medidas, demitiu funcionários, professores e coordenadores, fechou turmas em andamento e chegou a desligar o ar condicionado das salas, causando desconforto entre alunos e professores. Ao início das aulas, várias disciplinas ainda não tinham professores e os alunos foram prejudicados. Isso iniciou um movimento contínuo de evasão de alunos, o que pode ter agravado a situação financeira da instituição.
Além disso, devido à inércia demonstrada pela mantenedora em pagar os salários atrasados dos professores, estes recorreram ao sindicato da categoria e entraram em greve como última forma de sensibilizar a mantenedora, o que não ocorreu. Inclusive os professores grevistas foram demitidos ilegalmente por justa causa durante o movimento, tendo de recorrer à Justiça para reaver os direitos que lhes foram usurpados. Embora tenha havido contratações após as demissões, nova debandada de alunos deve ter ocorrido em função da inoperância da faculdade em apresentar uma proposta razoável que permitisse aos professores retornarem às atividades.
Ficam como saldo dessa história toda:
- 420 alunos que investiram não apenas dinheiro e tempo (alguns inclusive estavam na fase final de seus cursos), mas seu sonho de ter uma formação superior de qualidade foram desrespeitados.
- Professores e ex-professores que investiram seu tempo e sua reputação em uma instituição que os traiu (obviamente haverá alguns que dirão não terem sido traídos, sabe-se lá por que) e que agora têm uma chance quase nula de receber seus direitos, assim como os funcionários e ex-funcionários.
- O Sr. Nivaldo Trama, principal representante da mantenedora, sobrevivendo à doença, possivelmente continuará com seus negócios na área de biocombustíveis (visitem o site da ABIOdiesel - Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel).
Seguem alguns links para quem quiser ler sobre o fechamento da instituição.
http://www.cmconsultoria.com.br/vercmnews.php?codigo=31734 (o texto original da notícia no site do Estadão)
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger196165,0.htm (texto editado depois que eu enviei alguns comentários para lá, que aliás não foram publicados até agora 27 Jun 2008 - 11h49)
http://blog.estadao.com.br/blog/renata?title=o_fechamento_da_fasp&more=1&c=1&tb=1&pb=1
http://computerworld.uol.com.br/carreira/2008/06/26/por-dificuldades-financeiras-fasp-suspende-cursos-de-graduacao/
http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/06/26/ult105u6673.jhtm
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/ensino/conteudo.phtml?tl=1&id=780315&tit=Fasp-anuncia-encerramento-de-atividades
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
Diminuir o limite de faltas. Resolve alguma coisa?
Li que está em tramitação no Senado um projeto de lei que institui o limite mínimo de 85% de freqüência em qualquer disciplina no ensino superior para que se possa obter aprovação. Atualmente é aplicado um limite de 75%, o que permite a um aluno faltar 1/2 do seu curso. Eu já escrevi sobre isso no site Gestão Universitária.
Realmente é um tempo enorme de aulas que o aluno pode perder. E, como não poderia deixar de ser, em muitas instituições o professor acaba sendo pressionado a rever faltas de alunos. Existe conivência de coordenadores, que usam a velha história do "o que é tratado com o professor não se discute" e com isso eximindo-se de qualquer responsabilidade.
É muito comum também que funcionários de áreas de atendimento ao aluno recomendem aos faltosos que "conversem com o professor" e por aí vai.
Não sei então até que ponto diminuir o limite de faltas poderá surtir algum efeito, quando o problema é "mais embaixo".
Realmente é um tempo enorme de aulas que o aluno pode perder. E, como não poderia deixar de ser, em muitas instituições o professor acaba sendo pressionado a rever faltas de alunos. Existe conivência de coordenadores, que usam a velha história do "o que é tratado com o professor não se discute" e com isso eximindo-se de qualquer responsabilidade.
É muito comum também que funcionários de áreas de atendimento ao aluno recomendem aos faltosos que "conversem com o professor" e por aí vai.
Não sei então até que ponto diminuir o limite de faltas poderá surtir algum efeito, quando o problema é "mais embaixo".
Terça-feira, 15 de Abril de 2008
Gestor arrogante compromete desempenho de instituições de ensino e de saúde
Recebi esse texto muito interessante pela newsletter da CM Consultoria e resolvi compartilhá-lo neste espaço.
Suas ações administrativas, comunicação interpessoal e processos de planejamento são simplesmente desastrosos. As informações não fluem em tempo e nem para os lugares certos, ou simplesmente são retidas propositalmente.
Alguns responsáveis pela tomada de decisões estão sempre distantes da situação real. São consumidos esforços, tempo e recursos com boataria e reuniões improdutivas.
Incompetência, falta de visão e incapacidade de adaptação à nova realidade levam essas empresas de ensino e de saúde se fechar dentro do seu mundo apático que elas próprias construíram, causando resistências às transformações e modernização. Desconfiança é outro fator que produz inquietações permanentes nos públicos internos.
Diante da nova fisionomia universal, gerir e comunicar são muito mais do que a simples evasiva "eu disse, então está dito". Relacionamento cordial, delicadeza, confiança e bom-humor são essenciais para o sucesso profissional e organizacional. Respeitar o pluralismo de convicções e socializar o planejamento estratégico são funções que devem ser desempenhadas cotidianamente pelos líderes e gestores.
Prevê-se que sobretudo as universidades confessionais enfrentarão sérias dificuldades, se seus dirigentes não abrirem canais mais eficazes de comunicação, e se não vivenciarem exemplos que levem alunos, professores e colaboradores a perceber sua finalidade social e transformadora. Na comunidade informatizada, as instituições educacionais e de saúde têm que competir pela atenção interpessoal, comunicação de qualidade, ações que promovam entendimento e aceitação coletiva, laços cordiais de relacionamento.
Para isso, lideranças terão que planejar e gerir com técnica, arte, ciência e amor. Por dispor de vasto acervo de recursos avançados, a universidade não pode se limitar a transmitir e produzir conhecimentos; ela precisa exercer influência para melhorar a qualidade de vida dos públicos envolvidos e dos cidadãos em geral.
Neste momento, existem dirigentes que não ouvem, não fazem diagnóstico das expectativas da comunidade e nem realizam qualquer esforço para construir redes e parcerias de informação com empresários, médicos, egressos e ex-professores.
Pior ainda, cada ano aumenta o distanciamento entre comandantes e comandados. Adversários intelectuais e contestadores não são inimigos. Entretanto, a maior parte dos líderes ignora capacidades e despreza potencialidades de adversários, subordinados e concorrentes. Eles não perceberam que estão correndo sérios riscos de empobrecer a motivação e enfraquecer a missão institucional.
Concretamente, nenhum líder sobrevive por muito tempo, se não tiver humildade de aceitar críticas, contribuir com atitudes para edificar novos valores e transformar suas idéias e ações em benefícios pessoais e comunitários. Infelizmente, parcela de universidades e hospitais ainda não ingressou na era da valorização do capital humano, entendido capital como competência, habilidade, vocação e experiências profissionais.
A inter-relação entre educação, comunicação, bem-estar e poder ainda é matéria pouco explorada pelos dirigentes soberbos. Em face disso, problemas educacionais e de saúde históricos persistem nas instituições, justamente porque ninguém se interessa em modernizar os processos de comunicação organizacional. Continua intacto o velho bordão: "nós - donos -, nosso lugar é aqui; eles - professores, alunos, médicos, colaboradores e comunidade -, fiquem lá longe".
Suas ações administrativas, comunicação interpessoal e processos de planejamento são simplesmente desastrosos. As informações não fluem em tempo e nem para os lugares certos, ou simplesmente são retidas propositalmente.
Alguns responsáveis pela tomada de decisões estão sempre distantes da situação real. São consumidos esforços, tempo e recursos com boataria e reuniões improdutivas.
Incompetência, falta de visão e incapacidade de adaptação à nova realidade levam essas empresas de ensino e de saúde se fechar dentro do seu mundo apático que elas próprias construíram, causando resistências às transformações e modernização. Desconfiança é outro fator que produz inquietações permanentes nos públicos internos.
Diante da nova fisionomia universal, gerir e comunicar são muito mais do que a simples evasiva "eu disse, então está dito". Relacionamento cordial, delicadeza, confiança e bom-humor são essenciais para o sucesso profissional e organizacional. Respeitar o pluralismo de convicções e socializar o planejamento estratégico são funções que devem ser desempenhadas cotidianamente pelos líderes e gestores.
Prevê-se que sobretudo as universidades confessionais enfrentarão sérias dificuldades, se seus dirigentes não abrirem canais mais eficazes de comunicação, e se não vivenciarem exemplos que levem alunos, professores e colaboradores a perceber sua finalidade social e transformadora. Na comunidade informatizada, as instituições educacionais e de saúde têm que competir pela atenção interpessoal, comunicação de qualidade, ações que promovam entendimento e aceitação coletiva, laços cordiais de relacionamento.
Para isso, lideranças terão que planejar e gerir com técnica, arte, ciência e amor. Por dispor de vasto acervo de recursos avançados, a universidade não pode se limitar a transmitir e produzir conhecimentos; ela precisa exercer influência para melhorar a qualidade de vida dos públicos envolvidos e dos cidadãos em geral.
Neste momento, existem dirigentes que não ouvem, não fazem diagnóstico das expectativas da comunidade e nem realizam qualquer esforço para construir redes e parcerias de informação com empresários, médicos, egressos e ex-professores.
Pior ainda, cada ano aumenta o distanciamento entre comandantes e comandados. Adversários intelectuais e contestadores não são inimigos. Entretanto, a maior parte dos líderes ignora capacidades e despreza potencialidades de adversários, subordinados e concorrentes. Eles não perceberam que estão correndo sérios riscos de empobrecer a motivação e enfraquecer a missão institucional.
Concretamente, nenhum líder sobrevive por muito tempo, se não tiver humildade de aceitar críticas, contribuir com atitudes para edificar novos valores e transformar suas idéias e ações em benefícios pessoais e comunitários. Infelizmente, parcela de universidades e hospitais ainda não ingressou na era da valorização do capital humano, entendido capital como competência, habilidade, vocação e experiências profissionais.
A inter-relação entre educação, comunicação, bem-estar e poder ainda é matéria pouco explorada pelos dirigentes soberbos. Em face disso, problemas educacionais e de saúde históricos persistem nas instituições, justamente porque ninguém se interessa em modernizar os processos de comunicação organizacional. Continua intacto o velho bordão: "nós - donos -, nosso lugar é aqui; eles - professores, alunos, médicos, colaboradores e comunidade -, fiquem lá longe".
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Domingo, 13 de Abril de 2008
A History of Everything
Independente de crenças, a teoria do Big Bang é altamente respeitada nos círculos científicos.
Tenho visto de vez em quando uma série de tv chamada "The Big Bang Theory" que mostra de forma estereotipada a relação entre um grupo de cientistas nerds e uma recém chegada vizinha (quem quiser conhecer mais pode visitar o site do Warner Channel) e a música tema é muito interessante. Chama-se "A History of Everything" e foi composta pelo Barenaked Ladies, um grupo canadense. Segue a letra e um link para o vídeo.
Our whole universe was in a hot dense state,
Then nearly fourteen billion years ago expansion started. Wait...
The Earth began to cool,
The autotrophs began to drool,
Neanderthals developed tools,
We built a wall (we built the pyramids),
Math, science, history, unravelling the mysteries,
That all started with the big bang!
"Since the dawn of man" is really not that long,
As every galaxy was formed in less time than it takes to sing this song.
A fraction of a second and the elements were made.
The bipeds stood up straight,
The dinosaurs all met their fate,
They tried to leap but they were late
And they all died (they froze their asses off)
The oceans and pangea
See ya, wouldn't wanna be ya
Set in motion by the same big bang!
It all started with the big BANG!
It's expanding ever outward but one day
It will cause the stars to go the other way,
Collapsing ever inward, we won't be here, it wont be heard
Our best and brightest figure that it'll make an even bigger bang!
Australopithecus would really have been sick of us
Debating out while here they're catching deer (we're catching viruses)
Religion or astronomy, Encarta, Deuteronomy
It all started with the big bang!
Music and mythology, Einstein and astrology
It all started with the big bang!
It all started with the big BANG!
O que isso tem a ver com Educação? Sei lá. Só achei interessante postar.
Tenho visto de vez em quando uma série de tv chamada "The Big Bang Theory" que mostra de forma estereotipada a relação entre um grupo de cientistas nerds e uma recém chegada vizinha (quem quiser conhecer mais pode visitar o site do Warner Channel) e a música tema é muito interessante. Chama-se "A History of Everything" e foi composta pelo Barenaked Ladies, um grupo canadense. Segue a letra e um link para o vídeo.
Our whole universe was in a hot dense state,
Then nearly fourteen billion years ago expansion started. Wait...
The Earth began to cool,
The autotrophs began to drool,
Neanderthals developed tools,
We built a wall (we built the pyramids),
Math, science, history, unravelling the mysteries,
That all started with the big bang!
"Since the dawn of man" is really not that long,
As every galaxy was formed in less time than it takes to sing this song.
A fraction of a second and the elements were made.
The bipeds stood up straight,
The dinosaurs all met their fate,
They tried to leap but they were late
And they all died (they froze their asses off)
The oceans and pangea
See ya, wouldn't wanna be ya
Set in motion by the same big bang!
It all started with the big BANG!
It's expanding ever outward but one day
It will cause the stars to go the other way,
Collapsing ever inward, we won't be here, it wont be heard
Our best and brightest figure that it'll make an even bigger bang!
Australopithecus would really have been sick of us
Debating out while here they're catching deer (we're catching viruses)
Religion or astronomy, Encarta, Deuteronomy
It all started with the big bang!
Music and mythology, Einstein and astrology
It all started with the big bang!
It all started with the big BANG!
O que isso tem a ver com Educação? Sei lá. Só achei interessante postar.
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